sexta-feira, 5 de março de 2010
7 de Março - Dia do Tempo, no Teatro Maria Matos
DEBATES E ENCONTROS
domingo 7 Março 11h00 às 20h00 (11h00 às 13h00 crianças a partir dos 6 anos)
O Dia do Tempo acontece num 1 dia, 9 horas, 16 espaços, com 42 temas, 58 convidados, 3 chefs, 4 professores, 1 quiromante, 20 colaboradores, 2 filmes, 1 exposição, 1 restaurante.
O Dia do Tempo é uma feira extraordinária, onde não se trocam produtos nem dinheiro, mas variadíssimos saberes sobre o Tempo, desde o conhecimento académico e científico até às experiências profissionais e pessoais mais diversas ou curiosas. Faça o seu percurso, no seu tempo, e escolha os saberes que mais lhe interessam. A manhã é dedicada à família com pequenos e grandes laboratórios para observar, pensar, escrever e construir um tempo inventado por cada um.
Entrada livre»
Para saber mais: http://www.teatromariamatos.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=187
terça-feira, 2 de março de 2010
Depois de uns dias cheios de Dúvidas...
Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos.»
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Hoje, apenas hoje...
Hoje, apenas hoje, terei o máximo cuidado na minha convivência: afável nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar, nem corrigir ninguém à força se não a mim mesmo.
Hoje, apenas hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo mas também já neste.
Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que sejam todas as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos.
Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura. Assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida do espírito.
Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custa fazer; e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.
Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não o direi a ninguém.
Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão.
Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente - embora as circunstâncias mostrem o contrário - que Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.
Hoje, apenas hoje, não terei qualquer medo. De modo especial não terei medo de apreciar o que é belo e de crer na bondade.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Profundo como o mar...
«Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.
- Fala-nos do mar - disseram-lhe.
- Dizem que é muito grande o mar - respondeu o peixe. - Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, só conheço bem são estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.
- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?
- Creio que o sinto, às vezes, passar por minhas guelras. Umas vezes o sinto, outras não. Às vezes o sinto, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico sentindo o mar. Isso tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.
- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?
- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar, percebi que não conheço o mar. Perguntai a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram fortes que eu tive de me deixar levar fundo, para não morrer. Nunca tinha estado lá e nunca esquecerei que lá estive. Apenas vos sei falar bem da superfície do mar...
- Foi ruim, quando desceste? Por que voltaste à superfície?
- Não foi ruim. Foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se lá fosse minha casa, como se ali estivesse inteiro.
- Por que não voltaste lá para o fundo? Por preguiça?
- Às vezes acho que é preguiça, outra vezes acho que é medo.
- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de que?
- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo 'status' para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá embaixo não sei bem o que pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.
- Tiveste medo quando chegaste ao fundo do mar?
- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.
- E o que dizem os outros que lá estiveram?
- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que não é preciso ir para saber. E dizem que não há nada mais importante na vida de um peixe.
- E explicam como se vai?
- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.
Então veio uma corrente mais forte que o fez descer. O peixe tentou lutar contra ela com todas as forças que tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir.»
(Texto extraído do livro O Príncipe e a Lavadeira, de Nuno Tovar de Lemos, sj - Ed. Paulinas, 2005)
Com um grande beijinho para a C. que me apresentou a esta pequena maravilha! :)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"O Mundo não se Fez para Pensarmos Nele"
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar... »
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema II"
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Viver a 100%
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Ciclo Cinema & Ambiente
Deixo de seguida as devidas apresentações! :)
«Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, o Programa Gulbenkian Ambiente vai apresentar no dia 15 de Setembro, terça-feira, às 21h30, na Cinemateca, a primeira sessão do ciclo Cinema & Ambiente, com o filme Safe, de Todd Haynes. O objectivo deste ciclo de cinema é motivar uma discussão alargada com o público sobre a temática ambiental, contando para isso com o contributo de personalidades públicas de áreas diversas, convidadas para comentar os filmes.
Realizado em 1995, Safe conta a história de Carol White, que desenvolve uma doença ambiental inexplicável, criando alergias a todo o tipo de químicos do quotidiano. Acaba por lhe ser diagnosticada a “doença do século XX”. Após a projecção, Teresa Gouveia irá lançar o debate a partir deste filme, que questiona o ambiente artificial em que vivemos.
A segunda sessão do ciclo, comentada por Inês Pedrosa, realiza-se a 13 de Outubro com o filme alemão Die Wolke (“A Nuvem”), de Gregor Schnitzler, 2006, em que dois jovens vivem uma relação amorosa no contexto de um acidente nuclear perto de Frankfurt que lança o pânico no país.
As sessões do ciclo Cinema & Ambiente são todas de entrada livre e realizam-se mensalmente na Cinemateca.
10 Nov, 21h30: Medicine Man (“Os Últimos Dias do Paraíso”), de John McTiernan, 1992. Comentado por Susana Fonseca
15 Dez, 21h30: The Trigger Effect (“Efeitos na Escuridão”), de David Koepp, 1996. Convidado a anunciar
12 Jan, 21h30: Five, de Arch Oboler, 1951. Convidado a anunciar
9 Fev, 21h30: Soylent Green (“À Beira do Fim”), de Richard Fleischer, 1973. Convidado a anunciar
9 Março, 21h30: Into the Wild (“O Lado Selvagem”), de Sean Penn, 2007. Comentado por Paula Moura Pinheiro
13 Abril, 21h30: Les Glaneurs et la Glaneuse (“Os Respigadores e a Respigadora”), de Agnès Varda, 2001. Comentado por Helena Roseta
11 Maio, 21h30: Wind across the Everglades (“A Floresta Interdita”), de Nicholas Ray, 1958. Convidado a anunciar
8 Junho, 21h30: Le Monde du Silence, de Jacques-Yves Cousteau e Louis Malle, 1956. Convidado a anunciar
O ciclo Cinema & Ambiente termina no dia 13 de Julho com o filme The Happening (“O Acontecimento”), realizado por M. Night Shyamalan em 2008, numa sessão comentada por Viriato Soromenho-Marques, Coordenador Científico do Programa Gulbenkian Ambiente.»
Fonte: Site da Gulbenkian
terça-feira, 29 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Escrever Escrever
O velho chão de madeira corrida tem a flexibilidade de quem já sentiu muitos passos. Há quem venha para um curso de um mês, de alguns dias ou até de um sábado apenas. Há quem venha para começar, e há também quem por aqui fique por vários meses, porque há escritas que não podem ir ao microondas. Irrelevantes são a formação de base, os conhecimentos ou a idade, aqui não há gavetas, apenas a vontade de escrever. E aqui invariavelmente, escreve-se.
Todos os meses na escrever escrever há novos cursos, há novas propostas, mas sempre, sempre, com todas as letras.» Fonte
terça-feira, 15 de setembro de 2009
...
BOM MESMO É IR À LUTA COM DETERMINAÇÃO,
ABRAÇAR A VIDA E VIVER COM PAIXÃO,
PERDER COM CLASSE E VIVER COM OUSADIA,
POIS O TRIUNFO PERTENCE A QUEM SE ATREVE,
E A VIDA É MUITO BELA PARA SER INSIGNIFICANTE.
(Charles Chaplin)
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
As frases da noite... :D
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Um presente da Susana... para o rescaldo da semana... :)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
De derreter e sonhar com mais... :)
Eu já vi!! E é mesmo a não perder!
«Ponyo à Beira-Mar
Título Original: Gake no ue no Ponyo
Animação
Duração: 100m
Realização:
Hayao Miyazaki -->Hayao Miyazaki
Vozes:
Jôji Tokoro,
Yuria Nara,
Hiroki Doi
Argumento:
Hayao Miyazaki
Certa manhã, quando brinca na praia, o pequeno Sosuke encontra um peixe vermelho preso num frasco de doce. Sosuke liberta o peixinho do frasco, a quem dá o nome de Ponyo, e promete protegê-lo para sempre. Mas o pai de Ponyo, um feiticeiro que vive no fundo do mar, força o pequeno peixe a regressar às profundezas. Decidida a tornar-se humana, Ponyo foge para reencontrar Sosuke e espalha acidentalmente uma poção mágica pelo oceano, transformando as suas irmãs em ondas gigantes que ameaçam inundar a aldeia de Sosuke. O amor e a responsabilidade, o oceano e a vida, num mundo fantástico onde a magia também faz parte das coisas naturais do dia-a-dia. A história de "Ponyo à Beira-Mar", baseada no conto "A Pequena Sereia" de Hans Christian Andersen, é apresentada sob o ponto de vista do grande mestre do cinema de animação: Hayao Miyazaki.» (Fonte: Cinema Sapo)
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Face aos desafios...
Não é o desafio que define quem somos nem o que somos capazes de ser, mas como enfrentamos esse desafio: podemos incendiar as ruínas ou construir, através delas e passo a passo, um caminho que nos leve à liberdade.
(Richard Bach)


