sábado, 20 de fevereiro de 2010

Um dia de mil correrias...

Está no Céu quem Criou o descanço! :)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Profundo como o mar...


«Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.
- Fala-nos do mar - disseram-lhe.
- Dizem que é muito grande o mar - respondeu o peixe. - Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, só conheço bem são estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.
- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?
- Creio que o sinto, às vezes, passar por minhas guelras. Umas vezes o sinto, outras não. Às vezes o sinto, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico sentindo o mar. Isso tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.
- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?

- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar, percebi que não conheço o mar. Perguntai a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram fortes que eu tive de me deixar levar fundo, para não morrer. Nunca tinha estado lá e nunca esquecerei que lá estive. Apenas vos sei falar bem da superfície do mar...
- Foi ruim, quando desceste? Por que voltaste à superfície?
- Não foi ruim. Foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se lá fosse minha casa, como se ali estivesse inteiro.
- Por que não voltaste lá para o fundo? Por preguiça?
- Às vezes acho que é preguiça, outra vezes acho que é medo.
- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de que?
- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo 'status' para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá embaixo não sei bem o que pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.
- Tiveste medo quando chegaste ao fundo do mar?
- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.
- E o que dizem os outros que lá estiveram?
- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que não é preciso ir para saber. E dizem que não há nada mais importante na vida de um peixe.
- E explicam como se vai?
- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.
Então veio uma corrente mais forte que o fez descer. O peixe tentou lutar contra ela com todas as forças que tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir.»


(Texto extraído do livro O Príncipe e a Lavadeira, de Nuno Tovar de Lemos, sj - Ed. Paulinas, 2005)

Com um grande beijinho para a C. que me apresentou a esta pequena maravilha! :)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"O Mundo não se Fez para Pensarmos Nele"


«O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...

Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar... »

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema II"

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Miaaauuuu!

Por uns dias queria ter vida de gata... andar nas correrias de brincar com a Marly e o Tejo... espreguiçar pela casa, quando tivesse vontade de espreguiçar... e ter todo o tempo do mundo para olhar serenamente pela janela!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Viver a 100%



«Quando te propuseres a escalar uma montanha, coloca primeiro o teu coração no topo dessa montanha e só depois inicia a escalada.»

Pe. Nuno

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ciclo Cinema & Ambiente

Falhei o primeiro filme, em 15 de Setembro, mas o 2º, que está para breve (13 de Outubro) não escapa!

Deixo de seguida as devidas apresentações! :)

«Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, o Programa Gulbenkian Ambiente vai apresentar no dia 15 de Setembro, terça-feira, às 21h30, na Cinemateca, a primeira sessão do ciclo Cinema & Ambiente, com o filme Safe, de Todd Haynes. O objectivo deste ciclo de cinema é motivar uma discussão alargada com o público sobre a temática ambiental, contando para isso com o contributo de personalidades públicas de áreas diversas, convidadas para comentar os filmes.


Realizado em 1995, Safe conta a história de Carol White, que desenvolve uma doença ambiental inexplicável, criando alergias a todo o tipo de químicos do quotidiano. Acaba por lhe ser diagnosticada a “doença do século XX”. Após a projecção, Teresa Gouveia irá lançar o debate a partir deste filme, que questiona o ambiente artificial em que vivemos.



A segunda sessão do ciclo, comentada por Inês Pedrosa, realiza-se a 13 de Outubro com o filme alemão Die Wolke (“A Nuvem”), de Gregor Schnitzler, 2006, em que dois jovens vivem uma relação amorosa no contexto de um acidente nuclear perto de Frankfurt que lança o pânico no país.


As sessões do ciclo Cinema & Ambiente são todas de entrada livre e realizam-se mensalmente na Cinemateca.


10 Nov, 21h30: Medicine Man (“Os Últimos Dias do Paraíso”), de John McTiernan, 1992. Comentado por Susana Fonseca

15 Dez, 21h30: The Trigger Effect (“Efeitos na Escuridão”), de David Koepp, 1996. Convidado a anunciar

12 Jan, 21h30: Five, de Arch Oboler, 1951. Convidado a anunciar

9 Fev, 21h30: Soylent Green (“À Beira do Fim”), de Richard Fleischer, 1973. Convidado a anunciar

9 Março, 21h30: Into the Wild (“O Lado Selvagem”), de Sean Penn, 2007. Comentado por Paula Moura Pinheiro

13 Abril, 21h30: Les Glaneurs et la Glaneuse (“Os Respigadores e a Respigadora”), de Agnès Varda, 2001. Comentado por Helena Roseta

11 Maio, 21h30: Wind across the Everglades (“A Floresta Interdita”), de Nicholas Ray, 1958. Convidado a anunciar

8 Junho, 21h30: Le Monde du Silence, de Jacques-Yves Cousteau e Louis Malle, 1956. Convidado a anunciar

O ciclo Cinema & Ambiente termina no dia 13 de Julho com o filme The Happening (“O Acontecimento”), realizado por M. Night Shyamalan em 2008, numa sessão comentada por Viriato Soromenho-Marques, Coordenador Científico do Programa Gulbenkian Ambiente.»
Fonte: Site da Gulbenkian

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Há dois anos...

... a olhar juntos na mesma direcção! :)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Escrever Escrever

«Imagine-se no centro de Lisboa, numa sala com vista para a Praça Luís de Camões. Ao fundo da Rua das Flores, o rio. Aqui escreve-se. Escreve-se à volta de uma mesa, em pequenos grupos cujos elementos têm em comum a vontade de experimentar, ou de aprofundar a escrita, seja ela literária, técnica ou até de experiências.

O velho chão de madeira corrida tem a flexibilidade de quem já sentiu muitos passos. Há quem venha para um curso de um mês, de alguns dias ou até de um sábado apenas. Há quem venha para começar, e há também quem por aqui fique por vários meses, porque há escritas que não podem ir ao microondas. Irrelevantes são a formação de base, os conhecimentos ou a idade, aqui não há gavetas, apenas a vontade de escrever. E aqui invariavelmente, escreve-se.

Todos os meses na escrever escrever há novos cursos, há novas propostas, mas sempre, sempre, com todas as letras.» Fonte

terça-feira, 15 de setembro de 2009

...

BOM MESMO É IR À LUTA COM DETERMINAÇÃO,
ABRAÇAR A VIDA E VIVER COM PAIXÃO,
PERDER COM CLASSE E VIVER COM OUSADIA,

POIS O TRIUNFO PERTENCE A QUEM SE ATREVE,
E A VIDA É MUITO BELA PARA SER INSIGNIFICANTE.

(Charles Chaplin)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

As frases da noite... :D

.
«O desafio para os Cristãos no Século XXI é investir na Amizade com Jesus."
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"Deus é pior do que uma mulher... quando quer muito uma coisa não desiste!!"
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Partilhadas pelo Pe Edgar...

Será que ...

... me mudei para um país tropical e não me dei conta?!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Um presente da Susana... para o rescaldo da semana... :)

Sempre que ansiamos por uma vida sem dificuldades, lembremo-nos que os carvalhos crescem fortes com ventos contrários e que os diamantes se fazem sob pressão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

De derreter e sonhar com mais... :)

Eu já vi!! E é mesmo a não perder!

«Ponyo à Beira-Mar

Título Original: Gake no ue no Ponyo

Animação
Duração: 100m
Realização:
Hayao Miyazaki -->Hayao Miyazaki

Vozes:
Jôji Tokoro,
Yuria Nara,
Hiroki Doi

Argumento:
Hayao Miyazaki

Certa manhã, quando brinca na praia, o pequeno Sosuke encontra um peixe vermelho preso num frasco de doce. Sosuke liberta o peixinho do frasco, a quem dá o nome de Ponyo, e promete protegê-lo para sempre. Mas o pai de Ponyo, um feiticeiro que vive no fundo do mar, força o pequeno peixe a regressar às profundezas. Decidida a tornar-se humana, Ponyo foge para reencontrar Sosuke e espalha acidentalmente uma poção mágica pelo oceano, transformando as suas irmãs em ondas gigantes que ameaçam inundar a aldeia de Sosuke. O amor e a responsabilidade, o oceano e a vida, num mundo fantástico onde a magia também faz parte das coisas naturais do dia-a-dia. A história de "Ponyo à Beira-Mar", baseada no conto "A Pequena Sereia" de Hans Christian Andersen, é apresentada sob o ponto de vista do grande mestre do cinema de animação: Hayao Miyazaki.» (Fonte: Cinema Sapo)


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Face aos desafios...

Não é o desafio que define quem somos nem o que somos capazes de ser, mas como enfrentamos esse desafio: podemos incendiar as ruínas ou construir, através delas e passo a passo, um caminho que nos leve à liberdade.

(Richard Bach)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

À 15 anos ...

... estava a tomar a decisão que iria marcar o resto da vida: seguir o curso de Engenharia do Ambiente e além disso, fazê-lo na FCT da Nova!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Uma proposta diferente!! :)

"L Burro I L Gueiteiro"

Festival Itinerante da Cultura Tradicional

De 25 a 30 de Julho de 2009

Vimioso - Miranda do Douro

Vimioso - Vila Chã da Ribeira - Uva - Atenor - Fonte de Aldeia

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tenho saudades de "escrevinhar" por aqui...


... mas até 25 de Julho a minha vida é...

.... estudar, estudar, estudar, estudar, estudar, ...