sexta-feira, 7 de maio de 2010

De mão dada a Ti!

« Uma noite eu tive um sonho…

Sonhei que andava a passear na praia com o Senhor, e, no firmamento, passavam cenas da minha vida.

Após cada cena que passava, percebi que ficavam dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.

Quando a ultima cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao Senhor:

- Senhor, Tu disseste-me que, uma vez que resolvi seguir-Te, Tu andarias sempre comigo, em todos os caminhos. Contudo, notei que durante as maiores tribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque é que, nas horas em que eu mais necessitava de Ri, Tu me deixaste sozinho.

O Senhor respondeu-me :

- Meu querido filho, jamais te deixaria nas horas da prova e do sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exactamente aí que peguei em ti ao colo. »

Para a Liliana... :)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Férias...

Photograph by James Randklev/Getty Images Fonte

... faltam 11 dias! :)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Silêncio e Oração

«Terás dificuldade em rezar se não souberes como. Temos de nos ajudar a rezar: em primeiro lugar, recorrendo ao silêncio, porque não podemos pôr-nos na presença de Deus se não praticarmos o silêncio, tanto interior como exterior. Não é fácil fazer silêncio dentro de nós, mas é um esforço indispensável. Só no silêncio encontraremos novas forças e a verdadeira unidade. A força de Deus tornar-se-á a nossa, para realizarmos todas as coisas como devemos; o mesmo acontecerá com a unidade dos nossos pensamentos aos Seus pensamentos, a unidade das nossas orações às Suas orações, a unidade das nossas acções às Suas acções, da nossa vida à Sua vida. A unidade é o fruto da oração, da humildade, do amor.

É no silêncio do coração que Deus fala; se te colocares perante Deus em silêncio e em oração, Deus falar-te-á. Então saberás que não és nada. Só quando conheceres o teu nada, a tua vacuidade, é que Deus poderá preencher-te Consigo. As almas dos grandes orantes são almas de grande silêncio.

O silêncio faz-nos ver cada coisa de modo diferente. Necessitamos do silêncio para tocar as almas dos outros. O essencial não é o que dizemos, mas o que Deus diz - aquilo que nos diz, e o que diz através de nós. No silêncio, Ele ouvir-nos-á; no silêncio, falará à nossa alma, e ouviremos a Sua voz.»

Bem-Aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionários da Caridade
No Greater Love (a partir da trad. Pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 22 rev.)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Feliz Dia da Mulher!! :)

Hoje ao longo do dia fui ouvindo e lendo descrições diversas sobre o modo "desigual" como as mulheres ainda são tratadas na Sociedade...
O facto de existir um "Dia da Mulher" e não existir um "Dia do Homem" (se bem que o 4 de Outubro possa ser uma aproximação...) é prova disso mesmo!...

Mas confesso que o momento alto do meu dia de reflexão sobre esta "problemática" ocorreu na sequência da recepção de um SMS proveniente da empresa Concessionária de Automóveis de que sou cliente:

«Feliz Dia da Mulher! Até 12 de Março oportunidade única, Kit Sensores de Estacionamento por apenas 149,90 Euros (c/ instalação e IVA). Marque em 808 202 *** ou em ********.pt»...

sexta-feira, 5 de março de 2010

7 de Março - Dia do Tempo, no Teatro Maria Matos

«DIA DO TEMPO
DEBATES E ENCONTROS
domingo 7 Março 11h00 às 20h00 (11h00 às 13h00 crianças a partir dos 6 anos)

O Dia do Tempo acontece num 1 dia, 9 horas, 16 espaços, com 42 temas, 58 convidados, 3 chefs, 4 professores, 1 quiromante, 20 colaboradores, 2 filmes, 1 exposição, 1 restaurante.

O Dia do Tempo é uma feira extraordinária, onde não se trocam produtos nem dinheiro, mas variadíssimos saberes sobre o Tempo, desde o conhecimento académico e científico até às experiências profissionais e pessoais mais diversas ou curiosas. Faça o seu percurso, no seu tempo, e escolha os saberes que mais lhe interessam. A manhã é dedicada à família com pequenos e grandes laboratórios para observar, pensar, escrever e construir um tempo inventado por cada um.

Entrada livre»

Para saber mais: http://www.teatromariamatos.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=187

terça-feira, 2 de março de 2010

Depois de uns dias cheios de Dúvidas...

«É preciso ter dúvidas.
Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos.»
Orson Welles

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Hoje, apenas hoje...

Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, sem querer resolver de uma só vez todos os problemas da minha vida.

Hoje, apenas hoje, terei o máximo cuidado na minha convivência: afável nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar, nem corrigir ninguém à força se não a mim mesmo.

Hoje, apenas hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo mas também já neste.

Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que sejam todas as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos.

Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura. Assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida do espírito.

Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custa fazer; e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não o direi a ninguém.

Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão.

Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente - embora as circunstâncias mostrem o contrário - que Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.

Hoje, apenas hoje, não terei qualquer medo. De modo especial não terei medo de apreciar o que é belo e de crer na bondade.

[João XXIII]

sábado, 20 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Profundo como o mar...


«Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.
- Fala-nos do mar - disseram-lhe.
- Dizem que é muito grande o mar - respondeu o peixe. - Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para vos falar do mar. Eu, do mar, só conheço bem são estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. É aqui que passo o meu tempo, quase sempre distraído. Ando de um lado para o outro, à procura de comida ou simplesmente às voltas com o meu cardume. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos peixes pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.
- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?
- Creio que o sinto, às vezes, passar por minhas guelras. Umas vezes o sinto, outras não. Às vezes o sinto, quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico sentindo o mar. Isso tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.
- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?

- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar, percebi que não conheço o mar. Perguntai a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram fortes que eu tive de me deixar levar fundo, para não morrer. Nunca tinha estado lá e nunca esquecerei que lá estive. Apenas vos sei falar bem da superfície do mar...
- Foi ruim, quando desceste? Por que voltaste à superfície?
- Não foi ruim. Foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se lá fosse minha casa, como se ali estivesse inteiro.
- Por que não voltaste lá para o fundo? Por preguiça?
- Às vezes acho que é preguiça, outra vezes acho que é medo.
- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de que?
- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo 'status' para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá embaixo não sei bem o que pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.
- Tiveste medo quando chegaste ao fundo do mar?
- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.
- E o que dizem os outros que lá estiveram?
- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que não é preciso ir para saber. E dizem que não há nada mais importante na vida de um peixe.
- E explicam como se vai?
- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.
Então veio uma corrente mais forte que o fez descer. O peixe tentou lutar contra ela com todas as forças que tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir.»


(Texto extraído do livro O Príncipe e a Lavadeira, de Nuno Tovar de Lemos, sj - Ed. Paulinas, 2005)

Com um grande beijinho para a C. que me apresentou a esta pequena maravilha! :)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"O Mundo não se Fez para Pensarmos Nele"


«O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...

Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar... »

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema II"

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Miaaauuuu!

Por uns dias queria ter vida de gata... andar nas correrias de brincar com a Marly e o Tejo... espreguiçar pela casa, quando tivesse vontade de espreguiçar... e ter todo o tempo do mundo para olhar serenamente pela janela!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Viver a 100%



«Quando te propuseres a escalar uma montanha, coloca primeiro o teu coração no topo dessa montanha e só depois inicia a escalada.»

Pe. Nuno

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ciclo Cinema & Ambiente

Falhei o primeiro filme, em 15 de Setembro, mas o 2º, que está para breve (13 de Outubro) não escapa!

Deixo de seguida as devidas apresentações! :)

«Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, o Programa Gulbenkian Ambiente vai apresentar no dia 15 de Setembro, terça-feira, às 21h30, na Cinemateca, a primeira sessão do ciclo Cinema & Ambiente, com o filme Safe, de Todd Haynes. O objectivo deste ciclo de cinema é motivar uma discussão alargada com o público sobre a temática ambiental, contando para isso com o contributo de personalidades públicas de áreas diversas, convidadas para comentar os filmes.


Realizado em 1995, Safe conta a história de Carol White, que desenvolve uma doença ambiental inexplicável, criando alergias a todo o tipo de químicos do quotidiano. Acaba por lhe ser diagnosticada a “doença do século XX”. Após a projecção, Teresa Gouveia irá lançar o debate a partir deste filme, que questiona o ambiente artificial em que vivemos.



A segunda sessão do ciclo, comentada por Inês Pedrosa, realiza-se a 13 de Outubro com o filme alemão Die Wolke (“A Nuvem”), de Gregor Schnitzler, 2006, em que dois jovens vivem uma relação amorosa no contexto de um acidente nuclear perto de Frankfurt que lança o pânico no país.


As sessões do ciclo Cinema & Ambiente são todas de entrada livre e realizam-se mensalmente na Cinemateca.


10 Nov, 21h30: Medicine Man (“Os Últimos Dias do Paraíso”), de John McTiernan, 1992. Comentado por Susana Fonseca

15 Dez, 21h30: The Trigger Effect (“Efeitos na Escuridão”), de David Koepp, 1996. Convidado a anunciar

12 Jan, 21h30: Five, de Arch Oboler, 1951. Convidado a anunciar

9 Fev, 21h30: Soylent Green (“À Beira do Fim”), de Richard Fleischer, 1973. Convidado a anunciar

9 Março, 21h30: Into the Wild (“O Lado Selvagem”), de Sean Penn, 2007. Comentado por Paula Moura Pinheiro

13 Abril, 21h30: Les Glaneurs et la Glaneuse (“Os Respigadores e a Respigadora”), de Agnès Varda, 2001. Comentado por Helena Roseta

11 Maio, 21h30: Wind across the Everglades (“A Floresta Interdita”), de Nicholas Ray, 1958. Convidado a anunciar

8 Junho, 21h30: Le Monde du Silence, de Jacques-Yves Cousteau e Louis Malle, 1956. Convidado a anunciar

O ciclo Cinema & Ambiente termina no dia 13 de Julho com o filme The Happening (“O Acontecimento”), realizado por M. Night Shyamalan em 2008, numa sessão comentada por Viriato Soromenho-Marques, Coordenador Científico do Programa Gulbenkian Ambiente.»
Fonte: Site da Gulbenkian

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Há dois anos...

... a olhar juntos na mesma direcção! :)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Escrever Escrever

«Imagine-se no centro de Lisboa, numa sala com vista para a Praça Luís de Camões. Ao fundo da Rua das Flores, o rio. Aqui escreve-se. Escreve-se à volta de uma mesa, em pequenos grupos cujos elementos têm em comum a vontade de experimentar, ou de aprofundar a escrita, seja ela literária, técnica ou até de experiências.

O velho chão de madeira corrida tem a flexibilidade de quem já sentiu muitos passos. Há quem venha para um curso de um mês, de alguns dias ou até de um sábado apenas. Há quem venha para começar, e há também quem por aqui fique por vários meses, porque há escritas que não podem ir ao microondas. Irrelevantes são a formação de base, os conhecimentos ou a idade, aqui não há gavetas, apenas a vontade de escrever. E aqui invariavelmente, escreve-se.

Todos os meses na escrever escrever há novos cursos, há novas propostas, mas sempre, sempre, com todas as letras.» Fonte

terça-feira, 15 de setembro de 2009

...

BOM MESMO É IR À LUTA COM DETERMINAÇÃO,
ABRAÇAR A VIDA E VIVER COM PAIXÃO,
PERDER COM CLASSE E VIVER COM OUSADIA,

POIS O TRIUNFO PERTENCE A QUEM SE ATREVE,
E A VIDA É MUITO BELA PARA SER INSIGNIFICANTE.

(Charles Chaplin)