Não se trata de "mudar" como uma moda, num mundo que se cansa facilmente das imagens quando fica nas aparências. Nem de "mudar" para ganhar eleições ou apresentar estatísticas que não são reais porque não se mexeu no essencial. Nem ainda "mudar" como operação de cosmética, remendo que só adia o rasgão. A conversão é um trabalho que dói porque o hábito e a rotina acomodam e aprisionam. É um trabalho que exige humildade para arrependimento dos erros sem melindres, discernimento para avaliar sem preconceitos, e coragem para acreditar que é possível ser e fazer melhor. A dor que causa é princípio de cura, porque só a verdade liberta! E essa tarefa ninguém a pode fazer "em vez de nós". No fundo, é tomar as rédeas da vida nas próprias mãos, libertando-nos da preguiça de julgar que são sempre "eles" ( e cada um de nós tem uma série de "eles" que servem de desculpa para nada fazermos!) os únicos culpados do estado a que isto chegou! Pois é, Jesus não é nada meigo, porque compromete cada um na sua própria mudança. E sem essa conversão, a vida é só "meia-vida", e o cristão é só um "cristão a meias"!
(P. Vítor Gonçalves - DOMINGO III COMUM Ano A )










